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Maio 1981, Cidade do Vaticano: Enquanto vinte mil crentes eufóricos se amontoavam na Praça de São
Pedro à espera da audiência semanal do papa João Paulo II, um jovem de vinte e três anos, as mãos enfiadas nos bolsos do casaco, apesar da temperatura amena, deambulava por entre os peregrino junto às barreiras onde o Papa, em breve, passaria. Quando o carro descapotável que transportava João Paulo II passou lentamente junto ao lugar onde ele estava, Mehmet Ali Ağca puxou a arma do bolso e disparou seis vezes à queima-roupa, antes de ser impedido pelas pessoas que o rodeavam e detido pelas forças de autoridade. Embora tenha sido gravemente ferido, João Paulo II sobreviveu ao atentado. Mais tarde, atribuiu a sua sobrevivência a uma intervenção divina de Nossa Senhora que guiou a bala dentro do seu corpo afim de evitar órgãos vitais e artérias.
Ao longo dos anos o atentado ao Papa tem sido alvo de intensa especulação. Alguns acreditam que foi obra de um atirador doido. Outros estão convencidos de que se tratou de uma conspiração que envolveu um ou mais potências estrangeiras e os seus serviços secretos. Nunca ninguém chegou perto de explicar o que realmente se passou, por que é que o Papa era alvo ou quem foi o responsável... até agora.

Género: Thriller
Páginas: 592


Opinião...
 
My rating: 3 of 5 stars

Tento gostado imenso dos dois livros mais recentes da série Vaticano de Luís Miguel Rocha (A Mentira Sagrada e A Filha do Papa) decidi recuar um bocadinho e conhecer melhor os seus protagonistas. É nesse mesmo sentido que Bala Santa acabou por me desiludir, o desenvolvimento e intervenção destas personagens pareceu-me descuidado: Sarah limita-se a ser empurrada de um lado para o outro sem praticamente interferir com o desenvolvimento efectivo da trama. E quanto a Rafael, bem, digamos que já o vi mais católico...

De resto, Bala Santa é um bom thriller de conspiração, cheio de reviravoltas entusiasmantes e revelações inesperadas. Cada personagem parece ter o seu próprio e perverso objectivo, estando dispostos a ir muito longe para o ver concretizado. 

Gostei imenso do narrador - Miguel Rocha narra os acontecimentos como se nos falasse directamente. Apesar da actual tendência para que o narrador se faça notar o menos possível e da aplicação máxima da regra de "mostrar" em vez de "dizer" acho que quando o narrador é bom, é deixá-lo estar. Lamento apenas o excessivo recurso à enumeração como figura de estilo. 

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