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0 Um Diamante do Tamanho do Ritz

John T. Unger,  um adolescente da cidade de Hades, no Mississippi, estuda numa escola privada em Boston e durante o verão costuma visitar as casas dos seus colegas, a maioria dos quais, proveniente de famílias abastadas. John acaba por fazer amizade com Percy Washington, um jovem que não fala para mais nenhum colega e que acaba por convidar John para passar o verão na sua casa, cuja localização ele faz questão de deixar vaga. 

Durante a viagem de comboio Percy afirma que o seu pai era o homem mais rico do mundo e quando desafiado por John revela que o seu pai possui um diamante maior que o hotel Ritz-Carlton.

Autor: F. Scott Fitzgerald
Editor: Vega
Género: Romance
Páginas: 280
Original: The Diamind as Big as the Ritz 


opinião
★★★★✩
John Unger tem 16 anos quando, durante as férias de verão, visita a casa de um dos seus colegas de escola, filho do «homem mais rico do mundo»; Percy Washington possui o maior diamante do mundo e, não querendo inundar o mercado de diamantes, desvalorizando-os, mantém-se, junto com a sua família, em completo isolamento. Todos os que, por convite ou intrusão, vejam a fonte da sua riqueza serão obrigatoriamente eliminados ou mantidos em reclusão... e Unger, que acaba por se apaixonar por uma das filhas de Percy Washington, tem os seus dias contados.

Um Diamante do Tamanho do Ritz é claramente uma crítica à importância que a sociedade dá ao dinheiro e aos que o possuem. Actos terríveis são cometidos por Washington de forma a preservar a sua riqueza, evidenciando uma obsessão por dinheiro que acaba por resultar na perda de valores morais. Um exemplo disso mesmo é quando este revela ter convencido os seus escravos de que o Sul venceu a guerra civil e que, portanto, a escravidão ainda é legal.

Para Percy Washington o dinheiro acaba por ser não só uma prisão mas também a sua perdição e a importância que lhe dá leva-o ao ponto de tentar subornar Deus.

Por entre sátira, fantasia e hipérbole, F. Scott Fitzgerald arranjou uma forma bem real de ridicularizar a sociedade, narrando simultaneamente o romance de John Unger, a quem a provação em causa acaba por ensinar algumas coisas e desencadear o seu amadurecimento sem, no entanto, fazer com que ele perca um optimismo ligeira e propositadamente ridículo.





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