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0 Infância Roubada + Opinião

  Edward Carter é um homem cruel e violento, habituado a instilar o medo em todos aqueles com quem se cruza e a dirigir com pulso de ferro as vidas da sua mulher e do seu filho. Peggy é uma mulher meiga e tímida. Com o passar dos anos, aprendeu a não contrariar o marido. Sabe que enfrentá-lo só piorará a situação, a ponto de fazê-lo perder a cabeça e cometer uma loucura contra ela ou contra o filho de ambos. Para proteger o filho, não resta outra opção a Peggy senão a de subjugar-se ao homem perigoso que tornou as suas vidas um verdadeiro pesadelo. 
  Introvertido e sem amigos, Adam é um menino receoso: não por si, mas pela mãe. Temendo que tudo o que faça desperte a ira do pai, Adam não vive como a criança que é. Phil é um homem de natureza bondosa e de princípios. Conduz o autocarro escolar e é o único amigo de Adam. Num final de tarde, após o regresso da escola, Phil e Adam deparam-se com uma tragédia chocante, que forjará uma amizade indestrutível, nascida da mais profunda dor. 
  Uma história de perda, mas também de grande companheirismo e da longa e solitária viagem de um rapaz na redescoberta do sentido de família.

Autor: Josephine Cox
Editor: Porto Editora (Junho, 2014)
Género: Romance
Páginas: 304
Original: The Broken Man (2013) [Goodreads] [Wook]
   

opinião
★ ★ ★ _ _ (3/5)

Infância Roubada traz-nos a comovente história de Anne, do jovem Adam e da sua mãe - todos vítimas de um homem monstruoso, Edward Carter. Além da poderosa componente emocional, esta história conta com descrições revoltantes de maus tratos e negligência que perturbam e agitam o leitor, impedindo-o de ficar indiferente.

A vida de Adam sofre mudanças drásticas depois de cair no sistema social; além de Edward Carter, outras personagens mal-intencionadas cruzam o seu caminho, prejudicando uma vida já de si bastante complicada. Por sua vez, Anne sofre em silêncio, escondendo o passado e refugiando-se na amizade de Sally.

Com receio de ser injusta, tenho sempre imensa dificuldade em partilhar a minha opinião sobre determinados livros; são livros cujo conteúdo que gostei, gostei a sério (!) mas que depois reúnem certos elementos que me aborrecem imenso em relação à leitura. Infância Roubada é um daqueles livros em que fico com a sensação que o autor pegou numa história cheia de potencial, delineou duas ou três situações/cenas extremamente boas e que depois se limitou a encher o resto conforme foi escrevendo, repetindo-se ao longo do livro ou incluindo nele partes completa ou parcialmente desnecessárias.

E o final… bem, não chega a ser um final. O livro termina de forma mais do que insatisfatória tanto em relação ao futuro das personagens que nos habituámos a estimar como em relação ao esclarecimento de dúvidas que vamos ganhando sobre o passado das mesmas, algo que nos permitisse interpretar mais profundamente as suas escolhas.

Depois de ler os três primeiros capítulos disse para mim mesma: "este vai ser espectacular"… não foi. Não deixa de ser um bom livro, que me deu prazer ler, mas a falta de profundidade na abordagem da autora - este é um daqueles livros em que queremos ir até às entranhas - prejudica-o bastante.





✏ Josephine Cox é uma das mais celebradas escritoras inglesas, com leitores que lhe são inteiramente devotados. A sua escrita dirige-se essencialmente ao publico feminino, se bem que a quantidade de admiradores do sexo masculino tenha vido a aumentar significativamente. A autora vive em Inglaterra e dedica-se por completo à criação literária. Tem mais de trinta romances.


✏ Livros editados em Portugal:
     - Infância Roubada (Porto Editora, 2014);
     - Por Entre Grãos de Areia (Europa-América, 2010);
     - Viver o Sonho (Europa-América, 2010);
     - A Vida Que Nunca Te Contei (Europa-América, 2009);




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