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1 O Escândalo Modigliani + Opinião



  O Escândalo Modigliani foi publicado pela primeira vez em 1976.
  É um policial com um ritmo trepidante e um enredo surpreendente, mas é também uma sátira ao universo dos marchands, das galerias e do mercado de arte.
  Quando Dee Sleign, uma jovem formada em História de Arte a passar o verão em Paris, se depara com a pista de um Modigliani desconhecido que o pintor terá oferecido a um amigo, comunica a sua descoberta ao tio, Charles Lampeth, dono de uma conceituada galeria de arte em Londres e que de imediato contrata um detetive para descobrir o quadro.
  Dee parte então para Itália atrás das pistas que tem, desconhecendo que uma série de outras pessoas vão no seu encalce, na esperança de encontrarem o quadro antes dela. Fraudes, vinganças, traições, tudo tem lugar nesta aventurosa corrida contra o tempo pela posse da obra-prima perdida de Modigliani.


Autor: Ken Follet [site oficial] [facebook] [twitter]
Editor: Editorial Presença (Março, 2014)
Género: Policial
Páginas: 224
Original: The Modigliani Scandal (1976) [Goodreads] [WOOK]
   

Opinião
My rating: 3 of 5 stars

Quando imaginamos um thriller que se centra na procura de uma perdida obra de arte de Modigliani, possivelmente pintada sob a influência de drogas, e associamos este mesmo livro ao nome de Ken Follett é difícil não ficarmos entusiasmados. Contudo, a inexperiência do autor quando escreveu O Escândalo Modigliani transformou em "bom" o que tinha potencial para ser "brilhante".

Neste livro seguimos um grupo de personagens que, embora por motivos bem diferentes, possuem um objectivo em comum: deitar as mãos ao Modigliani perdido. A variedade das origens e motivações dos personagens tornam o desenvolvimento do enredo intrigante; se por um lado temos os artistas desvalorizados que lutam por sobreviver no meio artístico, por outro temos os gananciosos proprietários das galerias de arte - e esta foi a minha parte preferida do livro, a introdução ao mundo das artes em plena sociedade londrina dos anos 70.

Gostei particularmente do modo como Follett nos permite presenciar o desenvolvimento do raciocínio por detrás das acções dos personagens - senti-me dentro da mente de alguns deles, seguindo a cascata de pensamentos que desencadeava em conclusões lógicas e claras. Infelizmente, o desenvolvimento das personalidades dos intervenientes pareceu-me pobre e impossibilitou-me de simpatizar com os personagens.

A única coisa da qual não gostei mesmo foi a objectivação constante da figura feminina, a forma como acabava sempre por ser libidinosamente observada e descrita pelos personagens masculinos. A frequência com que Follett o faz neste livro desagradou-me e pareceu-me completamente inútil para o desenvolvimento quer da história, quer dos personagens.

Pouco tensa e, de certo modo, previsível, a narrativa é demasiado simples para conseguir arrancar ao leitor o efeito pretendido; talvez um trabalho de pesquisa mais exaustivo tivesse adensado o enredo, acabando por o tornar mais satisfatório. Ainda assim, O Escândalo Modigliani é suficientemente interessante para se traduzir numa boa leitura e em agradáveis horas de lazer.


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