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A Informadora

Flávia Albia #1
  Roma, ano 89 DC. As regras ditam que uma mulher deve ser submissa e modesta. Não deve levantar a  Flávia Albia contraria todas estas normas (e mais algumas). Vive sozinha na zona boémia de Roma, cultiva amizades pouco recomendáveis e não se coíbe de lutar pelos seus direitos. Filha de um detetive, Flávia decidiu desde cedo seguir os passos do pai. Mas a investigação é uma profissão masculina. Para ser respeitada, ela sabe que terá de ser a mais rápida, a mais perspicaz, a melhor.
  Flávia é a única a reparar que o número de mortes inexplicáveis tem vindo a aumentar na cidade. Por não terem ligação entre si nem indícios de violência, não levantaram suspeitas. As denúncias de Flávia são ignoradas pelas autoridades, que estão demasiado ocupadas com a organização dos Jogos de Ceres, o momento alto do ano. E até mesmo a própria Flávia, distraída com a perspetiva de um novo romance, não vê que a morte está demasiado perto de casa…
voz, vestir roupas extravagantes, sair à noite, beber ou desafiar a autoridade… e muito menos envolver-se em assuntos criminais.

Autor: Lindsey Davis [site oficial]
Editor:ASA (Março, 2014)
Género:Romance
Páginas:400
Original: The Ides of April (2014) [Goodreads] [WOOK]
   


Opinião

My rating: 2 of 5 stars

Depois de uma infância complicada, Flávia Albia é adotada já na adolescência e levada para Roma pela nova família. Viúva desde os 20 anos de idade, Flávia dedica o seu tempo à profissão de detetive, cujos conhecimentos adquiriu através do próprio pai; mas, sendo mulher, Flávia tem que se aplicar em dobro para conquistar o mesmo nível de respeito e credibilidade… Em 'A Informadora', o primeiro livro com Flávia como protagonista, acumulam-se sucessivas mortes devido a causas naturais… mas a sua frequência e falta de explicação irão levar Flávia a desconfiar desta espontaneidade.

O meu maior atrito com este livro é incoerência entre a época em que decorre a ação e a sensação de contemporaneidade que nos fica. Apesar de decorrer em 89 DC e das interessantes descrições das tradições e do estilo de vida dos romanos dessa época, a narrativa tem um sabor demasiado moderno, tanto a nível da mentalidade como da linguagem utilizada e, sendo a própria Flávia a responsável pela narração, não acho que devesse existir este tom vanguardista. Aliás, se Flávia habitava aquele espaço, naquela época, não me faz sentido que as suas descrições e interpretações pessoais se assemelhem mais a explicações e esclarecimentos ao leitor. Talvez optar por um narrador na primeira pessoa tenha sido um erro…

Esclarecido o meu problema com o narrador, vamos ao eu problema com a protagonista: não desenvolvi qualquer empatia com Flávia, o que é extremamente revelador dado que ela defendia os direitos dos animais, a emancipação das mulheres e se opunha a rituais macabros. Creio que não fui apresentada a suficientes facetas de Flávia para simpatizar minimamente com ela…

E, por último, o 'mistério'… Não é difícil chegar à identidade do assassino por muito que Lindsey Davis nos tente distrair com o romance de Flávia, a sua família ou as festividades que a rodeiam…e uma vez desvendada a charada, não resta muito mais para prender a nossa atenção. Como tal, apesar de não ser um livro péssimo, aborreci-me bastante durante a sua leitura… 

Sobre o autor...
  Lindsey Davis nasceu em Birmingham, em 1949. Formou-se em Literatura Inglesa na Universidade de Oxford e trabalhou na função pública durante 13 anos, após os quais decidiu dedicar-se à escrita a tempo inteiro.

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