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0 James Joyce


James Joyce (1882 - 1941) nasceu em Dublin, o mais velho de dez irmãos. O seu pai tentou todo o tipo de profissão e a sua mãe, dez anos mais nova que o esposo, era uma mulher dominada pela Igreja Católica Romana. A família podia ser pobre, mas mantinha uma fachada de classe média bastante sólida. 

Aos seis anos, James Joyce iniciou a sua educação junto dos jesuítas, entrando para o University College em 1898. A sua primeira publicação foi um ensaio sobre a peça «When We Dead Awaken» do norueguês Henrik Ibsen. 

Aos 20 anos Joyce terminou os seus estudos e mudou-se para Paris onde trabalhou como jornalista, professor e outras catividades que lhe permitissem atravessas as dificuldades financeiras em que vivia. Depois de passar um ano em França, James regressou a Dublin ao receber um telegrama que lhe informava sobre a iminência do falecimento da mãe. Durante a sua estadia na Irlanda, Joyce publicou as suas histórias na revista «Irish Homestead»Em 1904, James Joyce voltou a sair da Irlanda, juntamente com Nora Barnacle, que viria a ser sua esposa em 1931. A última visita de Joyce à Irlanda ocorreu em 1912, após a qual nunca voltou a regressar ao seu país. 

Depois de viverem em Itália por mais de dez anos, onde Joyce publicada os seus artigos num jornal italiano, mudaram-se para a Suiça no início da Primeira Guerra Mundial. Durante este período, o seu primeiro romance, «Retrato do Artista Quando Jovem», começou a ser publicado periodicamente no «Harriet Weaver's Egoist»; «Dublinenses» foi também publicado e Joyce escreveu a sua única peça, «Exilados». Assim, James Joyce começaria a escrever os primeiros capítulos de «Ulisses». Em Março de 1923, já Joyce iniciava em França a sua segunda grande obra: «Panorama do Finnegans Wake», sofrendo com os sintomas de glaucoma. 

Em 1941, Joyce regressou à Suiça, depois da derrota francesa na Segunda Guerra Mundial, onde faleceu nesse mesmo ano, aos 59 anos de idade.





Livros de James Joyce em Portugês:


  • Ulisses;
  • Retrato do Artista Quando Jovem;
  • Dublinenses;
  • Panorama do Finnegans Wake;
  • Exilados;

Ulisses

Obra-prima de Joyce, o melhor romance do século XX para muitos dos amantes da literatura, "Ulisses" viria a revolucionar a escrita de ficção e a tornar-se o mais idolatrado dos livros do século XX (só rivalizando com a "Recherche..." de Proust). E, como todas as obras-primas, alguns receberam-no mal no seu tempo (foi recusado por Virgínia Woolf para publicação na sua editora - "aquelas páginas tresandavam a indecência" - referido como "a coisa mais porca que alguém já escreveu", por D.H.Lawrence, proibido por muitos anos nos EUA). Mas hoje Joyce é autor consagrado e o próprio governo irlandês promove a sua obra. No dia 16 de Junho celebram-se os primeiros cem anos do Bloomsday, o dia em que se situa a acção de "Ulisses", com uma série de eventos um pouco por todo o mundo. 


Autor: James Joyce

Editor: Livros do Brasil (2003)

Páginas: 848
Original: Ulysses





Retrato do Artista Quando Jovem 

Joyce acabou de escrever Retrato do Artista quando Jovem em 1914, ano de publicação de Gentes de Dublin. A novela descreve a infância em Dublin de Stephen Dedalus e a sua busca de identidade. As diferentes fases da vida do protagonista, da infância à vida universitária, refletem-se em mudanças no estilo narrativo. Os aspetos biográficos são tratados com irónico distanciamento, num trajeto que culmina com a rutura com a Igreja e a descoberta de uma vocação artística. A obra é também um reconhecível auto-retrato da juventude de James Joyce, assim como uma homenagem universal à imaginação dos artistas. 

Autor: James Joyce
Editor: Relógio d'Água (2012)
Páginas: 250
Original: A Portrait of the Artist as a Young Man (1916)
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Dublinenses

Aos vinte e cinco anos, Joyce completou Dublinenses. As frustrações da infância, as desilusões da adolescência e o despertar sexual são narrados com clareza e sensibilidade. No conto mais famoso, «Os Mortos», Joyce descreve uma festa natalícia atravessada por uma tensão oculta e um sentimento de desespero.

Autor: James Joyce
Editor: Relógio d'Água (2012)
Páginas: 188
Original: Dubliners (1914)

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Opinião:
«Dublinenses» transporta-nos até Dublin - até às suas esquálidas ruas, ao encontro de uma fabulosa miríade de personagens que figuram nestes preciosos relatos de uma época inquietante e de mudança.

James Joyce sugou-me completamente para esta melancólica abordagem de temas tão vastos como as tendências políticas, a religião, a moral e os bons costumes e uma tradição na iminência de se perder...

Diversos aspectos da sociedade são tidos em conta através das mais diversas personagens que enfrentam as mais diversas situações, nas mais diversas condições...e este é um dos pontos fortes deste livro: a sua diversidade.

Não somos intimidados a simpatizar com estas personagens; bem pelo contrário. Mas ainda assim, esta leitura, carregada de paralelismos simbólicos, flui com suavidade entre soberbas descrições e agradáveis desenvolvimentos; alguns um tanto cómicos, outros, nem por isso...

O modo «incompleto» como terminam os contos pode traduzir-se facilmente em insatisfação para o leitor, mas a mim deu-me oportunidade de fazer algo que adoro - poder pegar ocasionalmente num livro sem seguimento e ler uma pequena história, regressando para mais numa outra altura.

Todo o talento de Joyce se reflecte no último conto, «Os Mortos», de longe o mais aclamado. Contudo, «A Graça» foi o meu preferido e igualmente estimulante. De facto, os três últimos contos são óptimos, não havendo forma mais agradável de terminar este livro.


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