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Sinopse:
A RAINHA CORVO
Depois de «A Lenda do Cisne», Jules Watson traz-nos a continuação desta história deslumbrante de encantamento e desejo, baseada numa das mais incríveis lendas celtas, trazendo à luz a vida de Maeve, a Rainha Corvo.

Misturando mitologia, história…e muita imaginação… Jules Watson compôs-nos uma narrativa mágica.

AutorJules Watson
EditorBertrand Editora (2012)
Páginas: 568
Original: The Raven Queen (2011)
Cotação:




Opinião:

Comparativamente ao primeiro livro, «A Rainha Corvo» apresenta-se mais dinâmico, mais seguro e mais forte na escrita. Oferece-nos também uma melhor caracterização da sociedade do século I a.C. (Idade do Bronze); a inclusão das suas crenças e traduções acaba por enriquecer bastante o livro. Infelizmente não tínhamos podido desfrutar deste factor em «A Lenda do Cisne», já que Deirdre era naturalmente muito solitária e a sua fuga ao rei exigia que se refugiasse longe de todos.

De início receei que a autora se perdesse com repetições dos acontecimentos do primeiro livro, já que as duas histórias acabam por se tocar, mas uma vez que estes foram colocados sob outro ponto de vista, Jules acabar por engrossar a narrativa positivamente, apelando à nossa familiaridade com os elementos do livro anterior.

Recheado de personalidades fortes, «A Rainha Corvo» traz-nos como protagonistas Maeve e Ruán…

Real ou mito, Maeve é bem mais madura do que Deirdre alguma vez foi e menos hesitante. Uma mulher que luta pelo seu povo, pela sua terra e por si própria. Traumatizada pela vida e incompreendida por quase todos, Maeve nem sempre transparece como coerente e o espírito guerreiro acaba por lhe moldar demasiado a personalidade, tornando-a por vezes numa personagem aborrecida de seguir.

Ruán, tem um desenvolvimento muito intrigante na trama e é responsável pela maior parte da componente sobrenatural presente no livro - ainda que cego, Ruán vê muito mais nesta mulher do que todos os outros que a rodeiam. Contudo, lamentavelmente, o sobrenatural é abordado de forma pouco distinta, caindo numa complexidade nem sempre percetível. 

No geral, «A Rainha Corvo» é uma leitura interessante mas cansativa, com partes em que a narrativa se arrasta, sem fundamento aparente, e com desenvolvimento recorrente dos mesmos temas. A história de Maeve é bem mais interessante e mais sólida do que foi a de Deirdre; tal como os protagonistas deste segundo livro e a própria escrita da autora são mais elaborados...Nenhum dos livros é, ainda assim, tudo aquilo que poderia ser, dado o potencial formidável destas duas lendas irlandesas. 


Frases Preferidas:
«(...) mas mesmo na batalha um coração bate por trás de cada escudo.»


Resumo:

A princesa Maeve sempre foi usada pelo próprio pai para garantir alianças políticas com os outros senhores de Erin, forçando-a a casar com estes homens desde os seus 13 anos. Mas à terceira é de vez e Maeve está decidida a tomar as rédeas da sua própria vida.

Ao fugir do seu terceiro marido, o poderoso Conor mac Nessa, Maeve regressa a casa apenas para ser repudiada por todos e acusada de traição por lançar a ira de Conor e do seu Red Branch sobre o seu povo. Maeve lança-se então numa sucessão de jogadas arriscadas e desafiadoras até que o seu pai, o rei, morre e cabe agora aos senhores do reino escolher um homem entre os descendentes reais para que os governe. E é então que Maeve se candidata, por si própria, a rainha!

Desafiando tudo e todos, Maeve tem agora que provar que é melhor do que qualquer homem; que «as mulheres tinham um coração maior do que o dos homens e as cabeças mais sábias». A única forma de o fazer, e de garantir a sua segurança, era ser mais forte do que todos eles, «tudo o que lhe restava era pura violência». A princesa ascende a rainha - à custa de ceifar a vida do próprio irmão.

Por esta altura, já duas mulheres haviam deixado Conor, o mais poderoso rei de Erin… e a vingança não se fazia por esperar…desafiando a teia que unia os quatro reinos de Erin, Conor anseia pelo dia em que estes reinos se consolidem apenas num… só para si.

De cada lado, Conor e Maeve, reis rivais apostados em fazer o que for preciso para saírem vitoriosos desta guerra … e no meio, o amor - o amor de Deirdre por Naisi que dilacerou o Red Branch e, com ele, o próprio rei…e o amor de Maeve por Ruán que dilacera a sua sede por sangue e vingança, acalmando este espírito selvagem e guerreiro.

Qual dos três sairá vencedor?



Outros Livros de Jules Watson:

A LENDA DO CISNE


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