Goodreads

Destaques

0 Livros de José Saramago

Poesia
❋ Os Poemas Possíveis
❋ Provavelmente Alegria
❋ O Ano de 1993

Crónica
❋ Deste Mundo e do Outro
❋A Bagagem do Viajante
❋ As Opiniões que o DL teve
❋ Os Apontamentos

Conto
❋ Objecto Quase

Teatro
❋ Que Farei com Este Livro?
❋ A Noite
❋ A Segunda Vida de Francisco de Assis 
❋ In Nomine Dei

Novela
❋ Manual de Pintura e Caligrafia
❋ Levantado do Chão
❋ Memorial do Convento
❋ A Jangada de Pedra
❋ História do Cerco de Lisboa

Romance
❋ O Ano da Morte de Ricardo Reis
❋ O Evangelho segundo Jesus Cristo
❋ Todos os Nomes
Alabardas

Diário
❋ Viagem a Portugal
❋ Cadernos de Lanzarote. Diário I
❋ Cadernos de Lanzarote. Diário II
❋ Cadernos de Lanzarote. Diário III
❋ Cadernos de Lanzarote. Diário IV
❋ Cadernos de Lanzarote. Diário V

❋ A Caverna



Manual de Pintura e Caligrafia

"«Um apego ao concreto. Uma obra tida como ímpar no género da literatura autobiográfica. Depois de ter investido, durante 30 anos, na poesia e na crónica, José Saramago regressa às origens e recupera o romance, género com que tinha iniciado a sua carreira. Aos 55 anos, inicia nova vida literária, que o irá transformar no mais conhecido escritor português contemporâneo. Carta de ideias e rumos. Os muros de Caxias. Um pintor a retratar as vicissitudes do quotidiano. Sabe que nunca cabará o segundo quadro. ""O retrato está tão longe do fim quanto eu quiser, ou tão perto quanto eu decidir"". Saramago e o homem no tempo e nas circunstâncias, nas luzes e nas sombras. Saramago em viagem. ""Verifico que mais fácil me foi ir dizendo quem era do que afirmar hoje quem sou"". Saramago de inquietações e interrogações, de luta política. A última página deste romance regista a queda do regime.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"


Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1998)
Páginas: 320


 A Jangada de Pedra

"«Em ""A Jangada de Pedra"" (...) o escritor recorre a um estratagema típico. Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico, inicialmente em direcção aos Açores. A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os actores dos jogos de poder na alta política. O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria.» (Real Academia Sueca, 8 de Outubro de 1998)"

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1998)
Páginas: 350

O Evangelho Segundo Jesus Cristo

"«É a obra mais polémica de José Saramago e aquela que, indirectamente, o levou a sair de Portugal e a refugiar-se na ilha espanhola de Lanzarote. Ficou para a história o desentendimento com o então subsecretário de estado da Cultura Sousa Lara, que considerou o livro ofensivo para a tradição católica portuguesa e o retirou da lista do Prémio Europeu de Literatura. Com um José destroçado por ter fugido e deixado as crianças de Belém nas mãos dos assassinos de Herodes; com uma Maria dobrada e descrita, logo no início do livro, em pleno acto de conhecer homem; com um Jesus temeroso, um Judas generoso, uma Madalena voluptuosa, um Deus vingativo e um Diabo simpático, não era de esperar outra reacção das almas mais sensíveis e mais devotas do catolicismo português. E verdadeiramente viperinas são as várias páginas onde o escritor português se entretém a descrever minuciosamente os nomes e a forma como morreram os mártires dos primeiros séculos do cristianismo. Assim se escreveram os heréticos Evangelhos segundo Saramago, para irritação de muitos e prazer de alguns. Como convém.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1998)
Páginas: 446


Levantado do Chão

"«A transformação social. A contestação. Personagens em diálogos. As cruentas desigualdades sociais. Surgem as perguntas proibidas. Vai-se adquirindo consciência e espaço, para que tudo se levante do chão. Um livro composto por 34 capítulos. No 17.º está a tortura e a morte de Germano Santos Vidigal. Germano, o nome que significa irmão, o homem da lança. Apesar de vencido, o sacrifício da sua vida indica o caminho. ""Já o encontraram. Levam-no dois guardas, para onde quer que nos voltemos não se vê outra coisa, levam-no da praça, à saída da porta do sector seis juntam-se mais dois, e agora parece mesmo de propósito, é tudo a subir, como se estivéssemos a ver uma fita sobre a vida de Cristo, lá em cima é o calvário, estes são os centuriões de bota rija e guerreiro suor, levam as lanças engatilhadas, está um calor de sufocar, alto. ""As mulheres são também chamadas à primeira linha das decisões neste belo romance de Saramago. O diálogo monossilábico entre marido e mulher da família Mau-Tempo vai-se alterando. Interessante observar uma narrativa que vai da submissão ao sentido de libertação, através de gerações.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"


Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1999)
Páginas: 366


A Caverna

Uma pequena olaria, um centro comercial gigantesco... Um mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários... Fim de século, fim de milénio, fim de civilização. 
Uma família de oleiros compreende que deixou de ser necessária ao mundo. Como uma serpente que despe a pele para poder crescer noutra que mais adiante se há-de tornar pequena, o centro comercial diz à olaria: "Morre já não preciso de ti ". 
Em A Caverna José Saramago enfrenta-se ao processo acelarado de desumanização que estamos vivendo. Com os dois romances anteriores Ensaio Sobre a Cegueira e Todos os Nomes - este novo livro forma um tríptico em que o Autor deixou inscrita a sua visão do mundo actual, da sociedade humana tal como a vivemos. Não mudaremos de vida se não mudarmos a vida.


Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2000)
Páginas: 352


História do Cerco de Lisboa

"«Há muito que Raimundo Silva não entrava no castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques e os seus soldados. Raimundo Silva ""sabe por que se recusaram os cruzados a auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa para escrever a ""História do Cerco de Lisboa"". Uma obra em que um revisor lisboeta introduz a palavra ""não"" num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"


Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2001)
Páginas: 352


Memorial do Convento

Era uma vez um rei que fez promessa de levantar convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido.

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2002)
Páginas: 358






As Pequenas Memórias

As Pequenas Memórias é um livro de recordações que abrange o período entre os quatro e os quinze anos da vida de José Saramago. O autor tinha As Pequenas Memórias na cabeça há mais de 20 anos, por isso a altura para o escrever era esta: "Queria que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou".

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2006)
Páginas: 152


Ensaio Sobre a Lucidez

"Ensaio sobre a Lucidez", romance de José Saramago, Nobel da Literatura e um dos autores que mais livros vende em todo o mundo (ocupou o 5º lugar nos best-sellers mundiais de 2003 e a revista literária americana Kirkus Reviews considerou-o "o melhor romancista do mundo, senão o único").
O livro promete causar polémica, e o próprio escritor afirmou a alguns órgãos de comunicação que iria provocar um escândalo maior do que o causado por "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".
"Ensaio sobre a Lucidez" segue-se ao romance "O Homem Duplicado" que o escritor apresentou em 2002 como podendo encerrar a trilogia sobre a questão da identidade, que integra ainda "Ensaio sobre a Cegueira" e "Todos os Nomes".

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2004)
Páginas: 330


Provavelmente Alegria

«A segunda investida poética de Saramago surge quatro anos após «Os Poemas Possíveis». São poemas de sombra e de luz, entrançados, de uma elaboração feita através do seu próprio avesso, simultaneamente de mar e de trevas. «Devagar, vou descendo entre corais. / Abro, dissolvo o corpo: fontes minhas / De águas brancas, secretas, reunidas / Ao orvalho das rosas escondidas. «Poemas na altura inovadores, marcados pelo amor dito-escrito em transparências breves, imprecisas, e uma certa amargura-tristeza bem portuguesas, na sua raiz claramente lírica. A paixão parece sobrepor-se à militância: «Branco o teu peito, ou sob a pele doirado? / E os agudos cristais, ou rosas encrespadas / Como acesos sinais na fortuna do seio? / Que morangos macios, que sede inconformada, / Que vertigem nas dunas que se alteiam / Quando o vento do sangue dobra as águas / E em brancura vogamos, mortos de oiro. «E o erotismo faz, de forma decidida, a sua aparição em verso: «Teu corpo de terra e água / Onde a quilha do meu barco / Onde a relha do arado / Abrem rotas e caminho.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2010)
Páginas: 112



A Viagem do Elefante 

Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia. 
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante. 
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas. 
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.


Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2008)
Páginas: 200


Claraboia

A ação do romance localiza-se em Lisboa em meados do século XX. Num prédio existente numa zona popular não identificada de Lisboa vivem seis famílias: um sapateiro com a respetiva mulher e um caixeiro-viajante casado com uma galega e o respetivo filho - nos dois apartamentos do rés do chão; um empregado da tipografia de um jornal e a respetiva mulher e uma "mulher por conta" no 1º andar; uma família de quatro mulheres (duas irmãs e as duas filhas de uma delas) e, em frente, no 2º andar, um empregado de escritório a mulher e a respetiva filha no início da idade adulta.
O romance começa com uma conversa matinal entre o sapateiro do rés do chão, Silvestre, e a mulher, Mariana, sobre se lhes seria conveniente e útil alugar um quarto que têm livre para daí obter algum rendimento. A conversa decorre, o dia vai nascendo, a vida no prédio recomeça e o romance avança revelando ao leitor as vidas daquelas seis famílias da pequena burguesia lisboeta: os seus dramas pessoais e familiares, a estreiteza das suas vidas, as suas frustrações e pequenas misérias, materiais e morais.
O quarto do sapateiro acaba alugado a Abel Nogueira, personagem para o qual Saramago transpõe o seu debate - debate que 30 anos depois viria a ser o tema central do romance O Ano da Morte de Ricardo Reis - com Fernando Pessoa: Podemos manter-nos alheios ao mundo que nos rodeia? Não teremos o dever de intervir no mundo porque somos dele parte integrante?

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2011)

Levantado do Chão

"«A transformação social. A contestação. Personagens em diálogos. As cruentas desigualdades sociais. Surgem as perguntas proibidas. Vai-se adquirindo consciência e espaço, para que tudo se levante do chão. Um livro composto por 34 capítulos. No 17.º está a tortura e a morte de Germano Santos Vidigal. Germano, o nome que significa irmão, o homem da lança. Apesar de vencido, o sacrifício da sua vida indica o caminho. ""Já o encontraram. Levam-no dois guardas, para onde quer que nos voltemos não se vê outra coisa, levam-no da praça, à saída da porta do sector seis juntam-se mais dois, e agora parece mesmo de propósito, é tudo a subir, como se estivéssemos a ver uma fita sobre a vida de Cristo, lá em cima é o calvário, estes são os centuriões de bota rija e guerreiro suor, levam as lanças engatilhadas, está um calor de sufocar, alto. ""As mulheres são também chamadas à primeira linha das decisões neste belo romance de Saramago. O diálogo monossilábico entre marido e mulher da família Mau-Tempo vai-se alterando. Interessante observar uma narrativa que vai da submissão ao sentido de libertação, através de gerações.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"

http://4.bp.blogspot.com/-tyPxoXMgxoo/UB_eTElzOzI/AAAAAAAAFQY/tXDjuI-2EM4/s1600/Comprar+Saramago.pngAutor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1999)
Páginas: 366


Deste Mundo e do Outro

Quando andava a escrever as crónicas que depois reuni no volume [...] a que dei o título de Deste Mundo e do Outro, não me passava pela cabeça que um dia eu viria a escrever romances. É certo, porém, que estes não serão inteiramente compreendidos sem a leitura das crónicas. Por outras palavras: nas crónicas encontra-se o embrião de quase tudo o que depois cresceu e prosperou... Vejo agora que, de uma maneira não consciente, já estava a apontar a mim mesmo o sentido do que iria ser o meu trabalho a partir do final dos anos 70. (José Saramago) Conjunto de crónicas publicadas, pela primeira vez, no jornal A Capital (1968-1969)

Autor: José Saramago
http://4.bp.blogspot.com/-tyPxoXMgxoo/UB_eTElzOzI/AAAAAAAAFQY/tXDjuI-2EM4/s1600/Comprar+Saramago.pngEditor: Editorial Caminho (1999)
Páginas: 232


O Ano da Morte de Ricardo Reis

Livro recomendado para os 10º, 11º e 12º anos de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

"«Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro de 1935. Fica até Setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: ""Aqui onde o mar se acaba e a terra principia""; o virar ao contrário o verso de Camões: ""Onde a terra acaba e o mar começa"". Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de Novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"


http://4.bp.blogspot.com/-tyPxoXMgxoo/UB_eTElzOzI/AAAAAAAAFQY/tXDjuI-2EM4/s1600/Comprar+Saramago.pngAutor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2000)
Páginas: 408


O Homem Duplicado

Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, «vive só e aborrece-se», «esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou», à cadeira de História «vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim».
Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, «levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo»...
Depois desta inesperada descoberta, de um homem exactamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem. A empolgante história dessa busca, as surpreendentes circunstâncias do encontro, o seu dramático desfecho, constituem o corpo deste novo romance de José Saramago.
O Homem Duplicado é sem dúvida um dos romances mais originais e mais fortes do autor deMemorial do Convento.

Autor: José Saramago
http://4.bp.blogspot.com/-tyPxoXMgxoo/UB_eTElzOzI/AAAAAAAAFQY/tXDjuI-2EM4/s1600/Comprar+Saramago.pngEditor: Editorial Caminho (2002)
Páginas: 320

Todos os Nomes

O protagonista é um homem de meia-idade, funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a pequena mania de coleccionar notícias de jornais e revistas sobre gente célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas colecções, de informações exactas sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas. Dedica-se portanto a copiar os respectivos dados das fichas que se encontram no arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura- se com outras que estás copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher. Começa assim uma busca, a procura do outro.

http://4.bp.blogspot.com/-tyPxoXMgxoo/UB_eTElzOzI/AAAAAAAAFQY/tXDjuI-2EM4/s1600/Comprar+Saramago.pngAutor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2007)
Páginas: 304

Viagem a Portugal

O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já. 
É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.
Reimprime-se com capa nova a obra anterior e acrescenta-se um prefácio de Claudio Magris.

Autor: José Saramago
http://4.bp.blogspot.com/-tyPxoXMgxoo/UB_eTElzOzI/AAAAAAAAFQY/tXDjuI-2EM4/s1600/Comprar+Saramago.pngEditor: Editorial Caminho (2011)
Páginas: 640



Que Farei com Este Livro?

"«A pergunta é formulada por Camões, quase no final da obra, e o livro a que se refere não poderia ser outro se não ""Os Lusíadas"". Que farei com este livro? Saramago decidiu fazer mais uma peça de teatro, uma obra cuja acção decorre em Almeirim e Lisboa, entre Abril de 1570 e Março de 1572, ou ""com menor rigor cronológico, mas com maior exactidão, entre a chegada de Luís de Camões e Lisboa, vindo da índia e Moçambique, e a publicação da primeira edição de 'Os Lusíadas'"". Entre personagens históricas também há lugar para os tais representantes do povo e para o escritor, todos a acompanhar a edição de ""Os Lusíadas"". Ou de um outro livro qualquer. ""Se eu fosse esmolar pelas ruas e praças talvez me dessem dinheiro para comer. Mas não mo dariam se seu dissesse que o destinava a pagar ao livreiro que me imprimisse o livro."" Foi Camões ou Saramago a dizê-lo?» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1998)
Páginas: 176


O Silêncio da Água

A partir de uma recordação de infância, José Saramago compôs uma fábula universal que sobressai pela sua sabedoria. Manuel Estrada, um dos maiores artistas gráficos contemporâneos, recria com mestria toda a doçura desta história memorável.

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2011)
Páginas: 24





Os Poemas Possíveis

«Este mundo não presta, venha outro. / Já por tempo de mais aqui andamos / A fingir de razões suficientes. / Sejamos cães do cão: sabemos tudo / De morder os mais fracos se mandamos, / E de lamber as mãos, se dependentes.» Na primeira obra poética de José Saramago descobre-se uma poesia de liberdade, de fraternidade e de luta. Uma luta disfarçada, por dentro das palavras. Pelo interior labiríntico de respiração que habitam todos estes poemas, publicados pela primeira vez em 1966. Digamos que eram os «poemas possíveis» da altura, quando a censura espiava a alma dos escritores. E no entanto, as convicções profundas de Saramago já são bem visíveis em poemas como «Criação»: «Deus não existe ainda, nem sei quando / Sequer o esboço, a cor se afirmará / No desenho confuso da passagem / De gerações inúmeras nesta esfera. // Nenhum gesto se perde, nenhum traço, / Que o sentido da vida é este só: / Fazer da Terra um Deus que nos mereça, / E dar ao Universo o Deus que espera.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998) 

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2009)
Páginas: 192

As Intermitências da Morte

Assim começa este novo romance de José Saramago. Colocada a hipótese, o autor desenvolve-a em todas as suas consequências, e o leitor é conduzido com mão de mestre numa ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (2008)
Páginas: 216




Opinião:


«(…) antes a morte que tal sorte.»

O meu único problema com Saramago é este: rouba-me o prazer da leitura seguinte.

Sou completamente anti snobismo literário mas estamos definitivamente aqui a falar de um tipo de literatura superior. Saramago entra-me no pensamento como nenhum outro escritor, transformando as suas palavras nos meus pensamentos de forma formidavelmente habilidosa. Entendo que não será para todos os gostos, nem o estilo do autor nem este livro em especial mas é, sem dúvida, para o meu gosto.

Em As Intermitências da Morte Saramago fala-nos sobre a (muito) hipotética greve da morte, apresentando os vários aspectos e agravantes de uma vida sem morte, os problemas que a sociedade teria que enfrentar, um novo tipo de criminalidade, os dilemas políticos, éticos e religiosos consequentes. Basicamente, «(…) se não voltarmos a morrer não temos futuro.»… E depois, apresenta-nos a própria morte…

Gostei imenso da história em si e, em especial, do inesperado rumo que acaba por tomar - por uma vez, o amor conquista a morte, literalmente… Mas é a magnífica construção de frases, a prosa única, desafiadora e pouco convencional de Saramago, ora com tom sério ora com o humor típico, que o torna soberano na sua arte. É maravilhoso como das confabulações mais ilógicas, o escritor leva-nos a retirar noções não só profundas mas também morais.

Pequeno e diligente, este é um livro que se lê sem problemas; eu demorei mais tempo apenas pelo prazer de ler e reler certas passagens…

Frases Preferidas:
«As religiões, todas elas, por mais voltas que lhes dermos, não têm outra justificação para existir que não seja a morte, precisam dela como do pão para a boca.»
«Assim é, mas a vantagem da igreja é que, embora às vezes o não pareça, ao gerir o que está no alto, governa o que está em baixo.»
«É assim a vida, vai dando com uma mão até que chega o dia em que tira tudo com a outra.»
«(…) viver com os meus próprios erros já me dá trabalho suficiente.»
«A propósito, não resistiremos a recordar que a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem.»

In Nomine Dei

"«""Entre o homem, com a sua razão, e os animais, com o seu instinto, quem, afinal, estará mais bem dotado para o governo da vida?"" Não faz sentido? ""Se os cães tivessem inventado um Deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome a dar-lhe, Perdigueiro fosse, ou Lobo-d'Alsácia? E no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações após gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do tufado do seu canino Deus? ""Estas considerações podiam ser tomadas como ofensivas, mas José Saramago trata de se defender: ""Não é culpa minha nem do meu discreto ateísmo se em Münster, no século XVI, como em tantos outros tempos e lugares, católicos e protestantes andaram a trucidar-se uns aos outros em nome de Deus - ""In Nomine Dei"" - para virem a alcançar, na eternidade, o mesmo Paraíso."" ""Os acontecimentos descritos nesta peça representam, tão só, um trágico capítulo da longa e, pelos vistos, irremediável história da intolerância humana"", explica o autor. ""Que o leiam assim, e assim o entendam, crentes e não crentes, e farão, talvez, um favor a si próprios. Os animais, claro está, não precisam.""» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)" 

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1998)
Páginas: 164


Provavelmente Alegria

«A segunda investida poética de Saramago surge quatro anos após «Os Poemas Possíveis». São poemas de sombra e de luz, entrançados, de uma elaboração feita através do seu próprio avesso, simultaneamente de mar e de trevas. «Devagar, vou descendo entre corais. / Abro, dissolvo o corpo: fontes minhas / De águas brancas, secretas, reunidas / Ao orvalho das rosas escondidas. «Poemas na altura inovadores, marcados pelo amor dito-escrito em transparências breves, imprecisas, e uma certa amargura-tristeza bem portuguesas, na sua raiz claramente lírica. A paixão parece sobrepor-se à militância: «Branco o teu peito, ou sob a pele doirado? / E os agudos cristais, ou rosas encrespadas / Como acesos sinais na fortuna do seio? / Que morangos macios, que sede inconformada, / Que vertigem nas dunas que se alteiam / Quando o vento do sangue dobra as águas / E em brancura vogamos, mortos de oiro. «E o erotismo faz, de forma decidida, a sua aparição em verso: «Teu corpo de terra e água / Onde a quilha do meu barco / Onde a relha do arado / Abrem rotas e caminho.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1998)
Páginas: 100


A Bagagem do Viajante

"«Um conjunto de crónicas de José Saramago, publicadas pela primeira vez no vespertino ""A Capital"" (1969) e no mítico ""Jornal do Fundão"" (1971-1972). Uma escrita fluida para falar de ""foguetes e lágrimas"" ou de ""o melhor amigo do homem"". E de ""quando morri virado ao mar"". Para nos contar o seu gosto pelos museus e as pedras velhas. Para nos dizer que ""não há nada mais vivo do que a aguarela de Albrecht Durer"". Para responder que: ""Se alguém me perguntar o que é o tempo, declaro logo a minha ignorância: não sei. ""São mais de 60 crónicas, pequenas histórias sobre temas variados e, na aparência, inocentes, já que a censura vigente não permitia grandes atrevimentos. Ainda que por entre as subtilezas de linguagem se possam encontrar alguma farpas. No domínio da crónica, José Saramago publicou igualmente ""Deste Mundo e do Outro"" (1971), e ""As Opiniões que o DL Teve"" (1974).» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1998)
Páginas: 244

O Ano de 1993

"«Editado pela primeira vez em 1975, a reedição da Caminho, doze anos depois, vem acompanhado pelos desenhos da pintora Graça Morais. São pequenas histórias a formarem uma só. Una e intacta. Poesia a lançar já pontes para a ficção. Sem rima, fraseada, falando do futuro da própria escrita do autor. Poemas de alerta, mas de esperança, também, apesar do desespero que reside no seu fundo ainda lírico e iniciático. ""O interrogatório do homem que saiu de casa depois da hora de recolher começou há quinze dias e ainda não acabou / Os inquiridores fazem uma pergunta em cada sessenta minutos vinte e quatro por dia e exigem cinquenta e nove respostas diferentes para cada uma / É um método novo / Acreditam que é impossível não estar a resposta verdadeira entre as cinquenta e nove que foram dadas / E contam com a perspicácia do ordenador para descobrir qual delas seja e a sua ligação com as outras / (...) / O homem que saiu de casa depois da hora de recolher não dirá porque saiu / E os inquiridores não sabem que a verdade está na sexagésima resposta / Entretanto a tortura continua até que o médico declare / Não vale a pena.""» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)"

Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho (1987)
Páginas: 128

Nenhum comentário:

Postar um comentário