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0 A Filha da Minha Melhor Amiga + Opinião

«A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.
Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?
Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração.»

O livro que comoveu Portugal já vai na 12.ª edição. 


EditorPorto Editora (2011)
Páginas: 448
Original: My Best Friend's Girl (2006)





Opinião


Penosamente realista, A Filha da Minha Melhor Amiga explora, de forma muito emotiva e comovente, a dor que o diagnóstico oncológico, patologia tão infelizmente comum nos nossos dias, arrasta consigo e as ruínas que deixa à sua passagem.

A história de uma bonita amizade entre duas mulheres, arrasada por uma traição condenável - a recuperação do que foi perdido; a restauração de sentimentos esquecidos. A libertação final. As injustiças da vida…e da morte.
Vítima de leucemia, Adele não tem com quem deixar a sua filha de apenas 5 anos, Tegan, quando for finalmente vencida pela doença. Ninguém, isto é, excepto Kamryn.
Outrora melhor amiga de Adele, Kamryn afastou-se violenta e terminantemente da amiga até ao momento em que descobre a situação de Adele e se vê, subitamente, forçada a aprender a lidar com uma criança traumatizada pela perda da mãe e pelos maus tratos dos avós enquanto luta para lidar com a sua própria dor, desespero e tristeza, culpa e ressentimento.

Ao observar a extenuante luta interna de Kamryn senti-me consecutivamente mais próxima desta personagem; passei a torcer severamente pelo seu sucesso a todos os níveis e apercebi-me que poderia ser qualquer pessoa - alguém que tenta simplesmente ser e fazer o melhor que consegue.
Dorothy Koomson acertou em cheio nas diversas perspectivas que criou através de um pequeno punhado de personagens criando uma história que é não só muito interessante mas também abrangente e inspiradora. Koomson lembra-nos que não temos realmente, apesar da presunçosa forma de expressão, «todo o tempo do mundo»…Recorda-nos, recorrendo a uma perspectiva muito íntima a nível emocional, a importância de aproveitar cada momento e de prestar atenção a cada detalhe.
O final é brilhante. A indecisão de Kamryn fez eco em mim a ponto de já não com qual dos dois Kamryn deveria ficar: Luke ou Nate; portanto, confesso que a dada altura comecei a ficar preocupada que a autora tivesse optado por forçar a vilanização de um dos personagens masculinos de forma a justificar a escolha de Kamryn no final, como por vezes acontece, mas Koomson executou de forma magnífica o desfecho deste trio amoroso… para minha imensa satisfação.

Nesta história rica, com personagens empáticas e desenvolvimento interessante, Koomson mostra-nos idealmente que apesar de tudo a vida continua…
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