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0 ~ O Oito ~ Katherine Neville

Conta a lenda que os Mouros ofereceram a Carlos Magno um tabuleiro de xadrez que continha a chave para dominar o mundo.
Sul de França, 1790. No auge da Revolução Francesa, o lendário tabuleiro de xadrez de Carlos Magno, oculto há mais de um milénio nas profundezas da Abadia de Montglane, corre o risco de ser descoberto. As suas peças encerram um intricado enigma e quem o decifrar terá acesso a uma antiga fórmula alquímica que lhe concederá um poder ilimitado. Para mantê-las fora do alcance de mãos erradas, as noviças Mireille e Valentine deverão espalhá-las pelos quatro cantos do mundo. 
Dois séculos depois, Catherine Velis, uma jovem perita informática, é enviada para a Argélia com o objetivo de desenvolver um software para a OPEP. Nas vésperas da sua partida de Nova Iorque, um negociante de antiguidades faz-lhe uma proposta misteriosa: reunir as peças de um antigo xadrez. Cat vê-se assim envolvida na busca do lendário jogo de xadrez e torna-se numa das peças desta partida milenar, jogada ao longo dos séculos por reis e artistas, políticos e matemáticos, músicos e filósofos, libertinos e o próprio clero. Quem está de que lado? De quem será o próximo lance?
Passado e presente entrecruzam-se magistralmente neste thriller excecional de uma autora de culto em todo o mundo.
Editor: Porto Editora (2010)
Páginas: 632
Título Original: The Eight (1988)
Cotação: 3!


A Minha Opinião
A história que Neville nos apresenta em «O Oito» é, muito resumidamente, fantástica! O seu contexto, aliado à forma consistente e bem estruturada com que a autora segue com a narrativa tornam este livro único e muito original, tendo em conta a sua data de publicação original (1988).
No centro de toda a trama está um tabuleiro de xadrez cujas peças, por se julgar que todo o conjunto está amaldiçoado, foram espalhadas pelo mundo para que ninguém consiga reunir todos os elementos, acedendo assim a um enorme poder. 
A elaborada pesquisa de Neville torna o enredo fortemente credível e bem fundamentado, reunindo e inter-relacionando conceitos científicos e matemáticos com conceitos artísticos (música) e até mesmo místicos. 
À medida que tudo se desenrola a um ritmo bastante rápido, vimos entrar em e sair de cena um incrível número de personagens históricas que vão deixando o seu contributo para a construção e solução do mistério. Todas estas personagens e diversos acontecimentos, bem como a associação e interdependência entre todos estes elementos, tornam a leitura confusa e cansativa. Além disso, seguimos em paralelo dois tempos diferentes: um histórico e outro contemporâneo. 
Apesar de cativante, este livro dificilmente captará a atenção do leitor a 100% já que, além de ser extenso e estar carregado de detalhes e longas explicações sobre xadrez, Neville levou esta escrita demasiado a sério, o que confere ao livro um alento denso/pesado. 
A caracterização das personagens não é muito forte, mas com 64 personagens ao todo é mais do que compreensível que Neville não se debruce muito tempo sobre cada uma delas. O facto de não sabermos de que lado estão verdadeiramente - se do lado das peças brancas ou das peças negras, aumenta o interesse na leitura. 
Cheio de acção, mistério e aventura, este livro desafia intelectualmente o leitor!


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