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0 ~ O Fim do Senhor Y (Scarlett Thomas)

Sinopse:
Quando Ariel descobre um exemplar do livro "O Fim do Sr. Y" num alfarrabista, mal pode acreditar nos seus olhos. Conhece o autor, o excêntrico cientista vitoriano Thomas Lumas, e sabe que os exemplares são extremamente raros. E, dizem alguns estão amaldiçoados. Com o livro debaixo do braço, Ariel vê-se lançadas numa emocionante aventura de amor, sexo, morte e viagem no tempo. 
Scarlett Thomas conduz-nos numa demanda louca e irresistível ao mais profundo de nós mesmos e às nossas maiores questões. 

Autor: Scarlett Thomas
Editor: Bertrand (2010) 
Páginas: 432 
Título Original: The End Of Mr. Y (2006) 
Cotação: 3! 


Sobre a Autora:
Scarlett Thomas nasceu em Londres em 1972. Em 2001 foi incluída na lista dos 20 melhores escritores do Reino Unido publicada pelo Independent on Sunday. Actualmente dá aulas de Literatura Inglesa e de Escrita Criativa na Universidade de Kent.


{Site Oficial} http://www.scarlettthomas.co.uk/

Obras Publicadas:
  • Dead Clever;
  • In Your Face;
  • Seaside;
  • Bright Young Things;
  • Going Out;
  • PopCo;
  • O Fim do Senhor Y;
  • Our Tragic Universe;

A Minha Opinião:
«O Fim do Senhor Y» é um livro sobre um livro...claro que não é sobre um livro qualquer, este misterioso livro escrito por Lumas contém em si o segredo para viajar para a Troposfera...uma espécie de outra dimensão onde tudo se molda, ainda que inconscientemente, de acordo com a nossa imaginação.
E Ariel encontrou este livro...
A história é diferente, original e, ainda que surreal, bem fundamentada. Alguns destes fundamentos são demasiado complexos para que a leitura seja fluída e algumas partes aproximam-se de uma loucura absurda.
Aborreceu-me o detalhe com que a autora descreve os caminhos que percorre, do género: virei à direita, fui em frente, virei à esquerda, desci três degraus, entrei na porta e virei à esquerda...tudo isto é irrelevante! Interessante seria se descreve-se os locais onde chegou, coisa que não faz (além das descrições estapafúrdias dos cenários da Troposfera. 
O número de vezes que surgem as palavras «seguramente que (...)» é frustrantemente irritante. E esta tradução está muito mazinha, especialmente no início...
A escrita de Scarlett Thomas é desagradavelmente interessante: rude, brusca, directa, sempre sincera e sem quaisquer floreados. 
O fim é desapontante. Não tiramos dele conclusões definitivas e permanecem demasiadas dúvidas no ar para que a leitura seja considerada satisfatória. É certo que há coisas que não têm realmente (ainda) explicação, mas se Scarlett se fartou de inventar durante o livro todo (e não me parece nada que padeça de falta de imaginação!), com certeza que poderia ter inventado um fim mais interessante, com uma conclusão que, ainda que falsa, fizesse algum sentido para o leitor.

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