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1 A Lua de Joana

~ A Lua de Joana ~ de Maria Teresa Maia Gonzalez


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura: 8º Ano de escolaridade

Leitura orientada na sala de aula - Grau de dificuldade I



Sinopse:

«Ao lermos A Lua de Joana, não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que realmente é importante na vida. Porque este livro alerta-nos para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena …»

Editor: Pi
transparentNº Páginas: 176
Cotação:



A Minha Opinião:

Em «A Lua de Joana» somos expectadores do desenrolar da vida desta adolescente à medida que vamos lendo as cartas que escreve à sua falecida melhor amiga, Marta, vítima de toxicodependência. 
O que torna o livro especial é esta abordagem íntima, através de cartas, que nos aproxima bastante de Joana, já que somos os únicos a ler os seus desabafos. Destaca-se a inteligência de Maria Gonzalez ao escolher esta estruturação para o livro, tornando-o muito pessoal. 
A morte de uma melhor amiga é um acontecimento extremamente traumático para uma adolescente. O apoio dos familiares é indispensável, mas no caso de Joana este apoio é praticamente nulo. É portanto numa neblina de confusão e desorientação, carregada de questões sem resposta, e sem apoio dos pais, que Joana tenta atravessar uma das mais complicadas fases da vida - a adolescência. 
Apesar de abordar um tema pesado, a toxicodependência, Maria Gonzalez não o faz de forma carregada ou chocante, tornando esta leitura indicada para todos os adolescentes a partir dos 10 anos. É certo que muita coisa mudou deste o ano de publicação original deste livro, mas o problema da toxicodependência (ou outro vício como o álcool) subsiste, bem como o perigo da influência das más companhias. Além dos tumultos e confusões típicas desta idade. 
A Lua de Joana é um livro muito bem escrito e interessante, contudo, ao compará-lo com outros do género como, por exemplo, Os Filhos da Droga, de Christane F., facilmente concluímos que é um livro demasiado simples para um problema tão profundo, demasiado mimoso, aprimorado, vazio e delicado. 
Li-o na adolescência, quando algumas das dúvidas de Joana eram também as minhas. Agora seria apenas aflitivo assistir às suas incoerentes decisões. É portanto por isto que recomendo a sua leitura apenas a adolescentes (ou pais destes)...eu própria não o voltaria a ler, já que passei da idade de o apreciar como ele merece. 

Um comentário:

  1. eu não percebo o final então ela não estava a tratar-se

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