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2 Livros de Chuck Palahniuk

  Antes do post propriamente dito, uma breve nota: li »Lullaby, Canção de Embalar», «Sobrevivente» e «Asfixia». Não gostei de nenhum, como é, penso, de meu direito... Escrevi, portanto, opiniões que, apesar de menos favoráveis, não me parecem ser assim tão inflamadas ao ponto de desencadear o tipo de comentários que têm chegado a este post...
  Aceito e aprecio muito as vossas opiniões, mas não quando estas passam o limite da boa educação. Além disso, não pretendo que este seja um espaço de debitação de ódio e ressabiamentos portanto sou sincera: apaguei os ditos comentários. Sugiro que, em vez de virem aqui perder tempo a criticar a minha opinião pessoal sobre estes livros ou pior, ofender-me sem motivo, visitem a página do autor em  e partilhem lá o quanto apreciam os seus livros. Penso que é um acto muito mais positivo e produtivo. 

1 - Lullaby, Canção de Embalar

Sinopse:
Lullaby - Canção de Embalar«As consequências da saturação dos mídia são a base para um pesadelo urbano em Lullaby, um suspense deslumbrante e sombriamente. Chamado para escrever uma série de artigos de investigação, o repórter Carl Streator começa a notar um padrão entre os casos que ele encontra: a cada criança morta foi lido o mesmo poema antes da sua morte. A sua pesquisa e uma dica de um paramédico necrófilo levá-lo a Helen Hoover Boyle, uma agente imobiliária que demoniza casas. Boyle e Streator perderam ambos filhos e ela confirma as suspeitas de Streator: o poema é uma canção antiga, ou "música de abate", que é letal se dita - ou até mesmo pensada - na direção da vítima. 
Streator, agora armado com uma melodia cativantemente mortal e incontrolável, sai numa matança até que reconhece os seus crimes e o potencial devastador da canção.»

Autor: Chuck Palahniuk 
Editor: Editorial Notícias (2004)
Páginas: 240
Título Original: Lullaby (2002)
Cotação: 1

A Minha Opinião:
«Lullaby» foi o primeiro livro que li de Chuck Palahniuk. Comecei por fazê-lo com entusiasmo, já que o contexto me pareceu muitíssimo interessante - uma canção de embalar que, assim que proferida em voz alta ou invocada em pensamento, tem o poder de matar.
O jornalista Carl descobre isso e dedica-se à destruição de todas as cópias do livro que contém esta canção. E para isso parte numa viagem pelo país com mais três outras pessoas (algumas delas bastante alucinadas!).
Tudo isto poderia traduzir-se em algo interessante e engraçado...não fosse Chuck torná-lo lunático e absurdo. 
Apesar da inserção da componente mística, Chuck mantém-se fiel ao seu estilo. O que por um lado é bom porque os leitores que gostam dos seus livros já sabem o que podem esperar dele, mas por outro lado acaba por tornar os livros bastante semelhantes, mesmo quando partem de premissas tão distintas. 
O humor continua sardónico, aguçado e retorcido, mas mais uma vez, não gostei.

2 - Sobrevivente

Sinopse:
Sobrevivente
«Este romance conta a história de Tender Branson, um fanático religioso que sequestra um jacto em pleno voo para cometer suicídio, relatando os eventos da sua vida na caixa preta do avião. A história é encaminhada numa jornada vertiginosa, com um final empolgante e dramático. Através de uma narrativa ágil, Palahniuk critica o sistema educacional americano, que forma pessoas programadas apenas para serem «funcionários perfeitos». Sobrevivente é um romance satírico, com uma visão ácida da vida em sociedade e de como o indivíduo pode ser moldado — seja pela igreja, através da culpa e êxtase religioso; seja pelo ginásio, através dos exercícios em voga; seja pelo «espectáculo» provocado pela ânsia de alcançar riqueza e fama. 
Trata-se de um livro divertido que, além de colocar Palahniuk entre os grandes autores do nosso tempo, cria fortes imagens de humor sarcástico sem medo da dor, do ridículo ou do grotesco, causando o mal-estar que todos queremos sentir mas que sempre evitamos. Mas o leitor sobreviverá, satisfeito e fortificado, sereno e melhorado.»

AutorChuck Palahniuk  
Editor: Casa das Letras (2005)
Páginas: 334
Título Original: Surviver (1999)
Cotação: 1
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A Minha Opinião:
Tal como os outros livros de Chuck Palahniuk, «Sobrevivente» lê-se rapidamente mas, também tal como os outros, não gostei. 
A escrita áspera, directa e crua de Chuck Palahniuk mantém-se, estruturando uma história bastante imaginativa que me parece melhor que as dos outros livros que li deste autor («Lullaby» e «Asfixia»). 
Os diálogos não são dos melhores e a caracterização das personagens não me satisfez. 

3 - Monstros Invisíveis

Sinopse:
Monstros Invisíveis«Shannon é uma modelo que parece ter tudo na vida: beleza, fama, um namorado e uma amiga leal. Mas quando um inesperado acidente de viação a deixa desfigurada e incapaz de falar, ela deixa de ser o centro das atenções para passar a ser o monstro invisível, de cuja existência ninguém quer saber. Ninguém... a não ser Brandy Alexander, um transsexual a um passo de se tornar uma verdadeira mulher. Brandy oferece-lhe, então, a oportunidade de encontrar um novo destino, apagando o passado.Depois de sequestrarem Manus, o namorado de Shannon, as duas fazem-se à estrada numa viagem alucinante e desenfreada. Tudo para que Shannon se possa vingar de Evie, a sua ex-melhor amiga que não hesitou em seduzir Manus.
Em Monstros Invisíveis, Palahniuk sacode e agita, uma vez mais, a nossa consciência apresentando um relato hilariante e imprevisível.»

AutorChuck Palahniuk  
EditorCasa das Letras (2006)
Páginas: 260
Título Original: Invisible Monsters (1999)
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4 - Diário 

Sinopse:
«Um romance que assume a forma de um «diário de coma» mantido por Misty Marie Wilmot, enquanto o marido jaz inconsciente num hospital após uma tentativa de suicídio. Em tempos Misty fora uma estudante de arte que sonhava com criatividade e liberdade. Depois do casamento com Peter foi reduzida à condição de criada de quarto de hotel na Ilha turística de Waytansea. Peter andou a escrevinhar mensagens vis por todas as paredes das casas que remodelou - um hábito antigo dos empreiteiros mas dramaticamente exagerado no caso de Peter. Proprietários irados estão a interpor processos atrás de processos e os sonhos de grandeza artística da Misty estão em cinzas. 
Mas inesperadamente, como que possuída pelo espírito da Maura Kincaid, uma mítica artista de Waytansea do século XIX, Misty recomeça a pintar compulsivamente. Mas poderá o seu recém-descoberto talento fazer parte de um plano maior e mais tenebroso? É claro que pode…
Diário é um negro, hilariante e pungente acto de contar histórias pelo niilista mais inventivo e preferido da América. É o melhor romance de Chuck Palahniuk até hoje.»

AutorChuck Palahniuk  
EditorCasa das Letras (2007)
Páginas: 304
Título Original: Diary (2003)

5 - Clube de Combate 

Sinopse:
Clube de Combate«A primeira regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A segunda regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A terceira regra do Clube de Combate é: dois homens por luta.No mundo apocalíptico de Tyler Durden, os rituais secretos de combate são vividos como um desafio a todos os limites. O que é a lealdade? Que sentido faz pertencer a um grupo? A solidão é uma libertação ou a imagem íntima do terror?
Clube de Combate, adaptado ao cinema, em 1999, por David Fincher e com as interpretações de Brad Pitt e Edward Norton, foi um livro que marcou uma geração.»

AutorChuck Palahniuk  
EditorCasa das Letras (2008)
Páginas: 208
Título Original: Fight Club (1996)

6 - Asfixia

Sinopse:
Choke - Asfixia
«Victor Mancini especializou-se numa forma bizarra de demonstrar o seu amor pela mãe e, em particular, de continuar a pagar a respectiva conta do hospital. De restaurante em restaurante, Mancini finge-se engasgado pela comida, à beira da mais patética asfixia. Ele sabe que a piedade do género humano é muito previsível. Assim, há sempre alguém que o salva. Aí começa, se não uma grande amizade, pelo menos uma relação de protecção para o resto da vida. Com uma componente que Mancini cultiva com sofisticada prudência: semana sim, semana não, ele vai recebendo cheques dos seus salvadores… 
Entretanto dedica-se a diversas obras humanitárias, incluindo o tratamento dos mais diversos párias da sociedade. A sua especialidade: cuidar de viciados de sexo que ele gosta de reunir, à volta de uma mesa, em sessões de terapia colectiva.»

AutorChuck Palahniuk  
EditorCasa das Letras (2009)
Páginas: 260
Título Original: Choke (2001)
Cotação: 1
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A Minha Opinião:
Alternando entre acontecimentos do presente e recordações da sua infância, Chuck traz-nos Victor Mancini, mais um indivíduo cujos dilemas pessoais e problemas de identidade forçam a tomar as decisões mais estranhas e a adoptar os comportamentos menos indicados. Traumatizado pela convivência com a mãe, Victor leva uma vida errante e falhada; depois de desistir do curso de medicina começa a trabalhar como figurante numa espécie de feira que tenta recriar a América colonial. Além desse rendimento, Victor acrescenta ao seu orçamento pessoal o dinheiro que consegue extorquir às bondosas pessoas que lhe "salvam a vida" nos restaurantes em que ele finge que está a morrer engasgado. 
Este comportamento juntamente com a sua forma de estar na vida, o vício por sexo e o modo como interage com as pessoas tornam este protagonista um indivíduo particularmente desprezível. 
Além da minha pessoal antipatia pelo personagem principal, não gostei do desenvolvimento que o autor conferiu à história,.
Reconheço que Chuck tenta inserir nos seus livros significados mais profundos e alusões negativas à sociedade actual...mas o modo como o faz é tão estapafúrdio que este acaba por perder algum do seu valor.

2 comentários:

  1. Olá boa noite,

    Adorei o seu blog, só acredito que o livro clube de combate no qual se refere esteja errado, uma vez que seu título original seja Clube da Luta. Único livro do autor que eu li, gostei do estilo dele e gostaria de ouvir sua opinião sobre este livro.

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    1. Boa tarde, no Brasil o título do Fightclub foi traduzido para Clube da Luta, mas em Portugal o nosso título é Clube de Combate :)
      Já ouvi dizer muito bem desse livro e tenho muita curiosidade em lê-lo! Espero fazê-lo brevemente :)

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