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0 Uma Questão de Atração


  
  «Brian Jackson, estudante universitário, chegou à faculdade com um desejo mais forte do que o da aquisição de conhecimentos: ser uma estrela do concurso mais famoso da TV. 
  Mas o seu avanço no Desafio Universitário é de certo modo travado pela sua atração crescente pela sedutora Alice Harbinson, que luta para deixar a sua marca como atriz. E, à medida que os obstáculos impedem a sua relação, Brian fica cada vez mais convencido de que só um sucesso esmagador no concurso o fará conquistá-la.»




Editora: Civilização Editora (2011)
N.º Páginas:
Título Original: Starter for Tem
Cotação: 


 


A Minha Opinião:

Acredito que quem lê Uma Questão de Atração porque leu, e gostou, de Um Dia pode acabar por se sentir desiludido, isto porque estes dois livros não têm nada a ver um com o outro. E é precisamente deste ponto que devemos avançar quando decidimos ler Uma Questão de Atração.

Até as suas estruturas são completamente diferentes. Em UmDia toda a história é colmatada no fim, enquanto que em Uma Questão de Atração o fim é negligenciável, até porque é ligeiramente dececionante. São os «entretantos» deste livro que cativam, especialmente pela sua comicidade.

A história, que muitas vezes parece seguir sem qualquer objetivo, baseia-se na entrada e adaptação de Brian Jackson na universidade e a sua participação num concurso de televisão. À partida: nada de mais. Não fosse Brian o indivíduo mais idiota, mais ridiculamente pretensioso e mais azarado de toda a universidade! Os seus falhanços acumulam-se página após página e as situações embaraçosas empilham-se até ao teto!

Contudo, a inocência patética de Brian leva o leitor a compadecer-se dele, a ganhar-lhe alguma afeição - mais que não seja porque todos temos um bocadinho de Brian.

Nicholls dedica-se a ridicularizar o protagonista, nas mais variadas cenas, até sentirmos pena dele (mas admitamos - o pateta faz por merecer!). As situações ultra hilariantes chegam a ser tão embaraçosas que nos sentimos mortificados por este pobre desgraçado - mas Brian, simplesmente, não aprende.

Um livro muito engraçado, divertido e original, que deve ser encarado com tom ligeiro. A escrita de David Nicholls é irrepreensível: dinâmica, simples e interessante.  Contudo, discordo totalmente com a tradução portuguesa do título do livro (original: Starter for Ten).

Ideal para quem gosta de boa comédia com um toque realista. O humor britânico, pessoalmente, agrada-me imenso. E como leio regularmente gosto quando encontro livros leves e diferentes para intercalar com outros géneros, mas reconheço que para quem lê pouco (um ou outro livro por ano), gastar esses cartuchos de leitura com este livro pode ser pouco indicado e dececionante - mas claro, depende muito das preferências literárias.

Eu adorei. Acabei por me identificar com Brian e alguns dos seus companheiros. Afinal de contas são apenas adolescentes que tentam (desesperadamente) parecer melhor do que aquilo que são na realidade enquanto procuram encontrar-se a si próprios. Como disse, falta objetivo na história, mas é tão divertida que acabamos por nos esquecer disso.





✏ David Nicholls nasceu em 1966 em Eastleigh, Hampshire. Estudou teatro antes de se dedicar a escrita. De entre os seus êxitos televisivos destacam-se a terceira série de Cold Feet, Rescue Me e I Saw You, bem como uma muito elogiada versão moderna de Much Ado About Nothing e uma adaptacao de Tess of the D’Ubervilles, ambas para a BBC. Para além de romances, David Nicholls escreve guiões para cinema e televisão, e já foi duas vezes nomeado para os prémios BAFTA. O seu primeiro romance e best-seller, Uma Questão de Escolha, foi seleccionado para o Richard and Judy Book Club em 2004 e adaptado para o cinema em 2006 (em Portugal com o nome Concurso Viciado). O argumento do filme foi escrito pelo próprio David Nicholls e a personagem principal foi interpretada por James McAvoy.

Nós - Jacarandá Editora 2014   Uma Questão de Atração - Livraria Civilização Editora 2011  Um Dia - Livraria Civilização Editora 2010

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