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Destaques

3 A Música do Silêncio + Opinião

O Nome Do Vento
Crónica do Regicida #1
«O primeiro ivro da trilogia «A Crónica do Regicida». Um livro magnífico, uma história notável, altamente cativante e apaixonante! Kvothe: mágico, músico, ladrão, assassíno e... Herói!
Esta é a história de um jovem extremamente dotado em artes mágicas e que se virá a tornar o mais famoso feiticeiro que o mundo alguma vez conheceu. Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provaçã o dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias»

Editora: Edições Gailivro (2009)
Páginas: 976
Original: The Name Of The Wind (The Kingkiller Chronicle #1)


Frases do Livro: 
«Um poeta é um músico incapaz de cantar.»
«(...) as mentes de alguns homens são alvos dolorosamente pequenos.»
«Quem conseguir encontrar alguém assim, alguém a quem se possa abraçar e com quem se possa fechar os olhos ao mundo, terá sorte. Mesmo qye dure apenas um minuto ou um dia.» 
«Todas as histórias são verdadeiras - retorquiu Skarpi - mas esta aconteceu realmente.» 
«Estava demasiado imundo para alojar qualquer piolho com amor-próprio.» 
«É frequente que o medo seja gerado pela ignorância.»
«Havia dois pares de portas duplas na antecâmara, uma com a inscrição DEPÓSITO e a outra com a inscrição TOMOS. Não sabendo qual a diferença entre elas, dirigi-me para as portas que diziam depósito. Era o que eu queria. Um depósito de livros. Grandes montanhas de livros.  Estantes intermináveis de livros.»
«Ou seja, dava-me corda suficiente para me enforcar. Aparentemente, não percebeu que, depois de atado o nó, serve em qualquer pescoço.»
«Mijemos na etiqueta - exclamou Threpe. - A etiqueta é um conjunto de regras que as pessoas usam para poderem ser rudes umas com as outras em público.»
«Falara demasiado. Não dissera o suficiente»»
«Como era jovem. Como era tolo. Como era sábio.»

O Medo do Homem Sábio

Crónica do Regicida #2

«Agora em O Medo do Homem Sábio, Dia Dois das Crónicas do Regicida, uma rivalidade crescente com um membro da nobreza força Kvothe a deixar a Universidade e a procurar a fortuna longe. À deriva, sem um tostão e sozinho, viaja par Vintas, onde, rapidamente, se vê enredado nas intrigas políticas da corte. Enquanto tenta cair nas boas graças de um poderoso Nobre, Kvothe descobre uma tentativa de assassínio, entra em confronto com um Arcanista rival e lidera um grupo de mercenários, nas terras selvagens, para tentar descobrir quem ou o quê está a eliminar os viajantes na estrada do Rei.

Ao mesmo tempo, Kvothe procura respostas, na tentativa de descobrir a verdade sobre os misteriosos Amyr, os Chandrian e a morte da sua família. Ao longo do caminho Kvothe é levado a julgamento pelos lendários mercenários Adem, é forçado a defender a honra dos Edema Ruh e viaja até ao reino de Fae. Lá encontra Felurian, a mulher fae a que nenhum homem consegue resistir, e a quem nenhum homem sobreviveu… até aparecer Kvothe»

Editora: Edições ASA (2011)
Páginas: 704 + 688
Original: The Wise Man's Fear (The Kingkiller Chronicle #2)
 Parte 1     Parte 2

Frases dos Livros:
«Metade de parecer esperto consiste em manter a boca fechada nos momentos certos.»
«O meu encolher de ombros envergonhou o seu. Parecia tão diferente que deixaria um gato nervoso.»
«É esse o problema - interrompi. - É simpático. É gentil e as pessoas veem isso como uma fraqueza. E é feliz, o que as pessoas veem como sinal de estupidez.»
«Evitava o assunto da mesma forma que um aleijado aprende a não se apoiar na perna doente.» 

A Minha Opinião:

Um conselho: não se deixem intimidar pelo tamanho destes livros, a sua leitura flui tão bem quanto manteiga em pão quente.



Simplesmente cativante, estes livros obrigam-nos a lê-los com uma sofreguidão desesperante, roubando-nos o fôlego até o terminarmos...ainda assim, insatisfeitos e a ansiar por mais. 



Abri-los é viajar!



Não fosse os seus tamanhos, tê-los-ia levado sempre comigo para onde fosse, retomando a leitura mal se abrisse uma brecha, nem que fosse apenas de 5 minutos.



O vício de ler é meu parceiro há muitos anos, mas não é sempre que me consome desta forma. Não é sempre que lhe cedo completamente - fossem todos os livros assim, fossem todos os escritores Rothfuss, e eu estaria perdida.



Absolutamente mágico, o primeiro volume da trilogia («O Nome do Vento») apresenta-nos Kvothe pela primeira vez, juntamente com personagens amravilhosas que continuaremos a seguir nos livros seguintes e todo um mundo fantasticamente complexo e absurdamente bem estruturado. 



Mas não é apenas por transbordar de originalidade ou por relatar uma história formidavelmente interessante e intrigante que esta leitura é colossal - a escrita de Rothfuss não é deste mundo!



Ler as suas palavras é como lamber mel. A sua capacidade descritiva vai muito além do agradável - é soberba. Recordo particularmente em «O Nome do Vento» a descrição dos Chandrian quando estes surgem pela primeira vez - é perfeita! As histórias contadas tanto por Skarpi como por Trapis estão muito bem concebidas. 

Não há partes medíocres nestes livros. O humor sardónico de Rothfuss faz as nossas delícias, e o escritor torna toda esta fantasia o mais real possível. 

O gosto de Rothfuss por alquimia só pode ter-se estendido até à sua escrita - trabalhando as letras como elementos base forma palavras que nos transportam no tempo e no espaço e a conformação final destas mesmas palavra produz uma história que nos envolve como nevoeiro espesso. 

Lamento apenas que da tradução do primeiro volume para a parte 1 e 2 do segundo volume a frase de Teccan tenha sido alterada (a frase que faz parte da capa de «O Medo do Homem Sábio»)...e se esta é a única crítica que tenho a fazer penso que já conseguem ter uma óptima ideia sobre a qualidade destes livros...

Adiciono apenas um pormenor que me deliciou pessoalmente - a tradução do capítulo "Puorcos" em «O Nome do Vento»...está divina! A interpretação pessoal leva aqui a cabo pelo tradutor é delirantemente magnífica!


Escusado será dizer que aguardo ansiosamente a publicação do "terceiro" volume desta trilogia!


A Música do Silêncio

Crónica do Regicida #2.5
Sob a Universidade há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem da sua existência: uma rede descontínua de túneis antigos, corredores serpenteantes e salas abandonadas. Ali, no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.
O seu nome é Auri, e é uma jovem cheia de segredos. A Música do Silêncio é um vislumbre breve e agridoce da sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história oferece-nos a oportunidade de ver o mundo pelos olhos de Auri. E dá-nos a oportunidade de conhecer algumas coisas que só ela sabe...
Neste livro, Patrick Rothfuss leva-nos ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série «A Crónica do Regicida». Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida a tentar viver num mundo destruído.

Editora: Edições ASA (Abril, 2015)
Páginas: 176
Original: The Slow Regard of Silent Things (2014) [Goodreads]

opinião


My rating: 4 of 5 stars

Pode uma prosa lindíssima compensar por um enredo praticamente inexistente? Patrick Rothfuss acabou de me provar que sim.

Este é um livro diferente; um livro para ler pelo simples prazer de ler, pela harmonia da escrita, pela perspicácia aplicada a cada frase. Mais do que nunca, apercebi-me de como Patrick provoca os nossos sentidos, recorrendo a adjectivos muito pouco prováveis mas que encaixam na perfeição e que acabam por nos oferecer uma descrição estranhamente exacta.

Em A Música do Silêncio seguimos de perto as actividades de Auri, personagem que tanto me intrigou nos livros anteriores. Auri procura constantemente equilibrar o seu mundo através da meticulosa disposição dos objectos com que se cruza, recorrendo a uma lógica muito pessoal. Vagueia pelas profundezas da Universidade em busca do local perfeito para cada um destes objectos.

Muito intuitiva e inteligente, Auri convive com a solidão humanizando objectos. Poderíamos julgá-la, se não vivêssemos normalmente o inverso: objectivamos humanos sem parar para pensar que, tal como os objectos de Auri, as energias e disposições destas pessoas que compõem o cenário do nosso quotidiano acaba por interferir e contaminar, positiva ou negativamente, as nossas.

Adorei os outros livros e não podia deixar de apreciar este. Não é, concordo, um livro para todos. Mas acontece que é um livro para mim.


Frases Preferidas

«O que parecia não constituía metade do que as coisas eram realmente» (p. 67)
«Ser tão encantadora e tão perdida. Estar tão cheia de respostas, com todo esse conhecimento preso no interior. Ser bela e partida.» (p.74)
«Quão terrível seria viver rodeada pelo vazio duro e afiado das coisas que eram apenas suficientes?» (p. 125)
«Sorriu. À sua volta, tudo era adequado e verdadeiro. Sabia exactamente onde estava. Estava precisamente onde devia estar.» (p. 161)

3 comentários:

  1. Faço das suas as minhas palavras. Um dos melhores livros de fantasia que eu já li, se não for o melhor. Já os li várias vezes, e procurei dezenas de outros livros que pudessem me propiciar o mesmo nível de envolvimento que Rothfuss conseguiu. Não ando tendo muita sorte, alguma sugestão?

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  2. A ultima frase da musica do silêncio em que pagina é?

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    1. Na minha edição (ASA - 1ª edição . abril de 2015) está no último parágrafo da página 161

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