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0 O Sonho do Celta ~ de Mario Vargas Llosa

Sinopse:
O Sonho do Celta baseia-se na vida do irlandês Roger Casement, cônsul britânico no Congo belga, em inícios do século XX, que durante duas décadas denunciou as atrocidades do regime de Leopoldo II. Este homem, amigo de Joseph Conrad (e que o guiou numa viagem pelo Rio Congo, revelando-lhe uma realidade mais tarde retratada no romance Coração das Trevas), teve uma vida extraordinária, plena de aventura. Acérrimo defensor dos direitos humanos ‹ como também o comprovam os relatórios que redigiu durante a estadia na Amazónia peruana - militou activamente, no fim da sua vida, o nacionalismo irlandês, acabando condenado à morte por traição e executado. 

Editora: Quetzal - 2010
N.º de Páginas: 450
Título Original: El sueño del Celta (2010)
Cotação: 






A Minha Opinião:

Como livro educacional e esclarecedor de factos históricos, O Sonho do Celta é excelente. Llosa relata com detalhe as atrocidades horripilantes cometidas tanto em África (Congo) como na Amazónia (Putumayo) exibindo-nos como o interesse e a ganância pelo dinheiro suplantam os direitos humanos. Estas descrições, precisas e interessantes, são completamente isentas de fastio, impedindo que o livro se torne aborrecido. Este facto, aliado à excelente escrita de Mario Vargas Llosa, são suficientes para salvar o livro.
Salvo, sim - mas nem um pouco perto da grandiosidade que eu esperava.
A história é boa, claro, mas também não é propriamente da autoria de Llosa já que se tratam de factos verídicos; podemos cumprimentá-lo, isso sim, pela magnífica pesquisa que encetou e acaba por transparecer no livro e também pela sua aptidão para a escrita. A transmissão das motivações deste radicalismo e nacionalismo foi muito bem conseguida.
Contudo, é frustrante ler uma biografia sobre uma pessoa com a qual não conseguimos simpatizar - e Llosa não ajudou o leitor neste aspeto, aliás, pelo contrário. Não há desenvolvimento de empatia por Roger Casement, nem mesmo na descrição dos seus últimos dias. Considero ainda que a comparação entre o que aconteceu no Congo/Amazónia, com o que se passava na Irlanda é extremamente injusta, tanto para uns, como para outros.

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