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Destaques

1 A Bruxa de Oz (The Wicked Years #1) ~ de Gregory Maguire


Sinopse:
«Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal? 
A Bruxa de Oz conta a história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto, ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal. 
Gregory Maguire cria um mundo de fantasia tão fértil e vívido que Oz nunca mais será o mesmo.» 

Mais de 2 milhões de exemplares vendidos nos EUA. Mais de um ano no top do New York Times.


Editora: Casa das Letras (2006) 
N.º de Páginas: 492 
Título Original: Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West 
Cotação:

  Só 8,90 €

Frases do Livro:
«Desgosto é o final lógico da vida.» (~Gregory Maguire)
«Bem, é o seu terreno, plante nele o que escolher e colha o que resultar.» (~Gregory Maguire)
«Gente estúpida diz um monte de coisas estúpidas.» (~Gregory Maguire)
«Talvez qualquer aproximação acidental das pessoas tenha um curto período de graça, que vai da timidez e do preconceito no início a uma eventual repugnância e traição no fim.» (~Gregory Maguire)
«"Eu não escuto quando alguém usa a palavra imoral", disse o Mágico. "Nos jovens ela é ridícula, nos velhos ela é sentenciosa e reaccionária e um sinal precoce de apoplexia. Na meia-idade, quem ama e teme a ideia de uma vida moral acima de tudo, é hipócrita.» (~Gregory Maguire)
«Numa curva da escada um gato branco estava esperando, desdenhoso e hostil como todos da sua espécie.» (~Gregory Maguire)
«Tenho impressão que a poesia é a forma mais elevada de auto-engano.» (~Gregory Maguire)
«Eu nunca uso as palavras humanista e humanitário, já que me parece que ser humano é ser capaz dos mais hediondos crimes na natureza.» (~Gregory Maguire)
«As únicas obrigações a que me sujeito são aquelas que escolho para mim mesma.» (~Gregory Maguire) 
A Minha Opinião:

Adoro o filme O Feiticeiro de Oz, adorei-o antes mesmo de compreender o que as personagens diziam porque ainda nem sabia ler as legendas. É dos poucos filmes que vejo repetidamente, sempre que me despertam as saudades. Adoro Elphaba, aliás, dei ao meu gato o nome de Elphinho. Nunca gostei de Dorothy, é certo, mas adoro os sapatos! E adoro o musical. Adoro as músicas, especialmente I'm not that girl...e tinha expectativas tão elevadas para este livro...

Ainda me confunde como é que uma ideia tão boa pôde resultar nisto...tanto potencial deitado ao lixo - nunca vi uma premissa desta qualidade dar origem a algo tão pobre. Gregory esmagou toda a minha idealização de infância destas personagens...e eu não lhe consigo perdoar isso. 

Já conhecíamos a história geral, portanto queríamos explicações, e Gregory não explica basicamente nada - nem neste, nem nos livros a seguir. Quando li este livro, fi-lo porque queria conhecer Elphaba. Aliás, é isso que o autor nos promete...e depois conhecemo-la neste livro: e está tão pobremente caracterizada. Gosto de laivos da personalidade que Gregory lhe confere e, não fosse isso, este livro seria um verdadeiro fiasco para mim. Elphaba é sarcástica, socialmente inadaptada isolando-se das restantes personagens, não tem medo de dizer o que pensa nem de defender as suas ideias - é uma ativista, lutando pelos direitos dos Animais... Continuo a gostar dela no livro, e fico feliz por pelo menos Gregory não me ter tirado isso…

Penso que o autor não terá conseguido lidar com personagens desta envergadura…tão fantásticas. Como disse, estão mal caracterizadas, inseridas numa sociedade complexa que não nos é devidamente explicada, surgem sem sentido ou objetivo, desaparecendo sem que que saibamos o que lhes aconteceu ou porquê. Não desenvolvemos sequer uma verdadeira afeição pelas personagens, exceto, talvez, por Elphaba. 

Mas não são só as personagens - muitos acontecimentos desenvolvem-se sem qualquer objetivo em vista, mal explicados, para depois se desvanecerem no esquecimento da narrativa. Acompanhamos Elphaba desde o seu nascimento, passando pela infância e a frequência da universidade…e é especialmente a partir daqui que o livro se perde, torna-se aborrecido, arrastado; a transmissão de teorias políticas, religiosas e científicas torna-se demasiado enfadonha…parece que nada flui, a história é-nos martelada. Se Gregory queria transmitir uma carrada de ideologias podia tê-lo feito sem comprometer personagens que já estimamos tanto. 

O livro não segue para lado nenhum - Elphaba passa toda a sua vida sem fazer nada de marcante. A sua irreverência não serve para fazer diferença alguma... Mas o maior problema que tenho com este livro é mesmo o fator desilusão - quando pegamos nele não estamos à espera de uma sátira política ultra-confusa e desorganizada que termina numa deceção ainda maior. 

Não consigo encontrar pontos positivos de relevância a apontar - este é mesmo só um livro que adorava que tivesse sido outra pessoa a escrever. O desenvolvimento da história está mal executado, muitos aspetos estão mal definidos, a leitura não tem qualquer ritmo: ora avança depressa ora se arrasta como um caracol peganhento! Por seu turno, as descrições ora são de grande qualidade e minuciosidade ora aparentam ter sido rabiscadas à pressa, sem elaboração alguma

Não tenho qualquer problema com livros grandes, desde que a história mantenha o seu dinamismo e as personagens consigam alimentar o meu interesse ao longo da leitura - mas este livro, que até é de tamanho médio, é bastante custoso de ler

Gregory  tentou trazer algum realismo à história e nesse ponto terá sido bem sucedido - o problema é que, especialmente no terceiro livro, o escritor manda todo esse realismo para o galheiro e embarca numa viagem sem sentido… 

Penso que Gregory poderia ter permanecido na onda conto-de-fadas harmonioso do filme ou, melhor ainda, partir na direção oposta e conceber um enredo espesso, carregado e intrinsecamente complexo - mas Gregory, infelizmente, ficou-se pelo meio registo...

Um comentário:

  1. Eu gostei bastante do livro. Esse teor politizado e o fato que ele mergulha de cabeça nessa sociedade complexa e diferente é exatamente o que me fez gostar do livro e querer lê-lo mais e mais. Concordo que é um livro custoso. Senti dificuldades de entender diversas descrições e passagens. Senti falta de me aprofundar mais ainda na história. A Elphaba é muito interessante e gostaria de ter acompanhado mais os momentos de sua vida.
    Apesar disso, achei um ótimo livro e recomendo.

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